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07/10/2009

Nem sempre sou igual


Scarborough – África do Sul Ago/05

"Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.

Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,

Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés-
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma ..."

Alberto Caeiro

24/09/2009

CAMINHAR COM OSHO


Pedras Negras Malange–Angola/06

Uma vez um homem aproximou-se de Buda e perguntou: "O mundo está tão cheio de desespero, as pessoas estão a viver na miséria...Como pode permanecer sentado em paz, silêncio e alegria?"

Buda respondeu: "Se uma pessoa está a sofrer, com febre, o médico deve deitar-se ao seu lado e sofrer também? O médico, por compaixão, precisa deixar-se infectar, deitar-se ao lado do paciente e ter febre? Isso irá ajudar o paciente? Se antes, havia apenas uma pessoa doente, agora haverá duas - o mundo ficará duplamente doente. O médico não precisa ficar doente para ajudar o paciente, ele precisa é de estar saudável. Quanto mais saudável ele estiver, mais ele o poderá ajudar."

Quem chora não precisa de mais lágrimas
Mas sim de um gesto que as segure
Quem sente dor não precisa de mais dor
E sim de um carinho ou de um abraço
Quem está triste não precisa de mais tristeza
Mas sim de quem lhe dê alegria !

10/09/2009

Somos magia



"Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.
Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa
a passear por florestas encantadas. Pensamos, às vezes,

que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras.
Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.
É um prazer estar enganado. Princesas e cavaleiros,
encantamentos e dragões, mistério e aventura...
não existem apenas aqui e agora, mas também continuam
a ser tudo o que já existiu neste mundo.

No nosso século, só mudaram de roupas.
As aparências tornaram-se tão insidiosas que as princesas
e os cavaleiros podem esconder–se uns dos outros,
podem esconder-se até de si mesmos.

Contudo, os mestres da realidade
ainda nos encontram, em sonhos,para nos dizerem

que nunca perdemos o escudo de que precisamos
contra os dragões; que uma descarga de fogo azul
envolve-nos agora, a fim de que possamos
mudar o mundo como desejamos.
A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição."


A ponte para o sempre – Richard Bach

31/08/2009

CAMINHAR COM OSHO




"Perguntaram a Osho:
Porque é que o sexo é um assunto que deixa as pessoas tão pouco à vontade? Porque é que é um tabú?

-Simplesmente porque há séculos que as pessoas têm uma vida sexual reprimida. Elas aprenderam, com os profetas, messias e salvadores de todas as religiões, que sexo é pecado.

No meu entender, o sexo é a nossa única energia, é energia vital. O que você faz com ela só depende de si. Ela pode vir a ser pecado como também pode ser o ponto culminante da sua consciência. Tudo depende de como você usa essa energia.

Existiu um tempo em que não fazíamos nem ideia de como usar a electricidade. Ela sempre existiu - na forma de raios e relâmpagos - chegando inclusive a matar pessoas, mas hoje ela está à nossa disposição. Faz tudo o que queremos que ela faça.

O sexo é bioelectricidade. A questão é como usá-la. E o primeiro princípio é não condenar essa energia. No momento em que condenamos alguma coisa, já não podemos mais usá-la.

O sexo precisa de ser aceite como uma coisa normal e natural da vida - assim como o sono, a fome e tudo mais.

Além disso, o sexo precisa de ser aliado à meditação. Depois de fazer isso, todo o seu carácter se transforma.

O sexo sem meditação só pode gerar bébés. O sexo com meditação pode proporcionar-nos um renascimento, pode fazer de nós seres humanos diferentes."

18/08/2009

Escolhas


Algures no Sul de Angola. África Missão Possível – Agosto/07

"Existem todas as possibilidades,
a mais absoluta liberdade de escolha.
Como num livro, onde cada letra
permanece para sempre na página,
mas o que muda é a própria consciência
que escolhe o que ler e o que deixar de lado."


Richard Bach

05/08/2009

CAMINHAR COM OSHO



“A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles escondem-se.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os cobardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, enfrentará sempre o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador.
A cabeça é um homem de negócios. Ela calcula sempre – ela é astuta.
O coração nunca calcula nada.”

- Osho -

30/07/2009

Eu de mim

Intimidade



"Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao mundo.

Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.
"


Fernando Namora, in "Mar de Sargaços"

07/07/2009

Caminhar com OSHO



"Torne-se um amante - não de uma pessoa em particular, mas um amante em geral. Deixe o amor tornar-se a sua qualidade, não apenas um relacionamento com uma pessoa, pois sempre que o amor se torna um relacionamento ele inclui um ser e exclui todo o universo.

Essa troca - incluir alguém e excluir o universo - é bastante perigosa, visto que todo o universo pertence a si e você pertence a ele. O universo inteiro deposita amor em si, e não responder a isso é um gesto de ingratidão.

Portanto, ame o sol, a lua, as estrelas, as árvores, os rios, as montanhas, as pessoas, os animais - simplesmente seja um amante e deixe que o todo seja o seu amado. É exactamente isso que faz uma pessoa ser religiosa.

Quando o seu amor se espalha por todo o espaço, quando não conhece fronteiras, quando nada o confina, quando ele é ilimitado, quando não se concentra em nenhum objecto, mas é apenas um estado de ser, aí o amor é uma oração, aí o amor é meditação, aí o amor é libertação."



Osho, em "Meditações Para o Dia

25/06/2009

Silêncio ! Hora do Chá










Dando seguimento à onda zen desta semana não podia deixar de mencionar o chá.
Tomar uma chávena de chá ao final da noite é uma boa forma de celebrarmos a “nossa” religião.
Aproveitar o aroma, o sabor e o quente do chá para transformar esse momento num ritual.
Sem criar qualquer regra, poderá ser uma forma suave de nos obrigarmos a olhar para o dia que passou e fazermos uma pequena viagem interior.
Avaliar o dia, as situações que correram bem, as outras que correram menos bem, livrarmo-nos de ressentimentos, limpar o coração. No fundo, reflectir um pouco e aproveitar para usufruir do silêncio, que para mim é como um bálsamo.
Como diz o ditado oriental:

O chá bebe-se para deixar de ouvir os ruídos do mundo.


E aproveitando a deixa, aqui fica um esclarecimento para quem não sabe.

Uma das muitas curiosidades orientais é a razão pela qual as chávenas de chá não têm asas.A razão é simples, segundo os orientais se conseguirmos segurar a chávena com as nossas mãos é porque a temperatura do chá está apropriada para o bebermos.Se pelo contrário, queimarmos as mãos é porque não poderemos beber porque está demasiado quente e pode fazer-nos mal...
Faz todo o sentido.

Um outro aspecto curioso, e, muito diferente do habitual no mundo ocidental, é o facto das chávenas não terem os respectivos pires. Claro que existem, mas, não fazem conjunto com as chávenas. Adquirem-se separadamente destas, e, normalmente são feitos em laca ou madeira nobre. Os japoneses acham que, sendo as chávenas colocadas em pires de material diferente, é-lhes realçada a beleza por contraste.

24/06/2009

Caminhar com OSHO


















"Lembre-se sempre: absolutamente tudo o que lhe digo pode ser encarado de duas maneiras.
Pode simplesmente aceitar com base na minha autoridade:
"Se Osho diz, deve ser verdade" – e então vai sofrer, e não vai crescer.

Seja o que for que eu diga, ouça, tente compreender, implemente isso na sua vida, veja como funciona e então tire as suas próprias conclusões.

Elas podem ser parecidas ou podem não ser. Elas nunca poderão ser exactamente as mesmas porque você tem uma personalidade diferente, é um ser único.

Tudo o que digo é algo que tem a ver comigo. Necessariamente está profundamente enraizado em mim.
Você pode chegar a conclusões semelhantes, mas elas não poderão ser exactamente as mesmas. As minhas conclusões não podem gerar as suas conclusões.

Você deve tentar compreender-me, deve tentar aprender, mas não deve colher de mim o conhecimento, não deve colher as conclusões de mim.

Então o seu ser irá crescer."


É por isto também que gosto de caminhar com OSHO, porque nos dá a liberdade de crescer ao lançar-nos o desafio de descobrirmos sozinhos a nossa própria religião, sem imposições, sem dias certos para celebrar, sem templos nem orações obrigatórias.

19/06/2009

O Amor Eterno


















"E agora que as mãos da incrédula
rapariga te empurram para a saída,
onde irá chover, de acordo com
a cor do céu, não resistas. Na rua,
onde os ventos se cruzam na esquina,
os que sopram, do norte, de colinas
manchadas pelo inverno, e os que
nascem do rio, trazendo a impressão
húmida do litoral, acende um cigarro,
para que o calor do lume te reconforte
as mãos, avança pelo passeio, enquanto
o frio te deixar, e ouve o canto da água
por baixo de terra: correntes
no limite entre o gelo e o fogo,
uma evaporação de humores,
como se as almas lutassem em busca de
saída, e, no fumo de uma memória
de mesa antiga, tu e essa que amaste,
trocando as frases matinais do reencontro.
Vidros embaciados pelas
lágrimas da ruptura, perguntas sem resposta,
a casa de luzes apagadas, como se estivesse vazia
- e como se não soubesses que os destinos
se decidem por cima de nós,
onde em cada instante um deus cansado
nos desfaz as inúteis promessas de eternidade."

Nuno Júdice, in "A Fonte da Vida"

08/06/2009

Quem Me Mandou a Mim Querer Perceber?


















Mussulo-Angola-Jul/07

"Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...
Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?
Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo..."

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXII"
Heterónimo de Fernando Pessoa

20/05/2009

JOGO



'Eu, sabendo que te amo
E como as coisas do amor são difíceis
Preparo em silêncio a mesa do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças.'

Nuno Júdice

22/04/2009

Aprendamos, Amor




"Aprendamos, amor, com estes montes

Que, tão longe do mar, sabem o jeito

De banhar no azul dos horizontes.

Façamos o que é certo e de direito:

Dos desejos ocultos outras fontes

E desçamos ao mar do nosso leito."


-José Saramago, in "Os Poemas Possíveis" -

21/01/2009

Contos Orientais

No amor e na amizade há que saber estar do outro lado.

Sentir o sentir do outro.

Este é o segredo.



"O amado chegou à porta da casa da sua amada e bateu:

- Quem é ? perguntou a amada
- Eu minha querida.
- Vai ao bosque e medita. Quando tiveres amadurecido vem ver-me.

O amado assim fez e passados uns meses regressou à casa da amada e bateu à porta:

- Quem é ?
- Sou tu.
- Nesse caso entra amado meu. Nesta casa não há lugar para o ego."

In O Livro do Amor, Os Melhores Contos Orientais, Ramiro Calle

02/12/2008

Soneto de Fidelidade




“De tudo ao meu amor serei atento antes
E com tal zelo e sempre e tanto
Que mesmo em face de um maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei-de espalhar meu canto
E rir meu riso e espalhar meu canto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte angústia de quem vive
Quem sabe a solidão fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor que tive
Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”

- Vinícius de Moraes -

27/11/2008

Paz


Janela do Reducto de S. Pedro construído em 1846
Catumbela/Angola

“Um rei ofereceu um grande prémio ao artista que melhor pudesse retratar a ideia da paz. Diversos pintores enviaram os seus trabalhos para o palácio, mostrando bosques ao entardecer, rios tranquilos, crianças a correr na areia, arco-íris no céu, gotas de orvalho numa pétala de rosa.
O rei examinou todo o material que lhe foi enviado, mas acabou por selecicionar apenas dois trabalhos.
O primeiro mostrava um lago tranquilo, espelho perfeito das montanhas poderosas e do céu azul que o rodeava. Aqui e ali podiam ver-se pequenas nuvens brancas, e, para quem reparasse bem, no canto esquerdo do lago existia uma pequena casa, a janela aberta, o fumo que saía da chaminé – o que era sinal de um jantar frugal, mas apetitoso.
O segundo quadro também mostrava montanhas. Mas estas eram escabrosas, os picos afiados e escarpados. Sobre as montanhas o céu estava implacavelmente escuro, e das nuvens carregadas saíam raios, granizo e chuva torrencial.
A pintura estava em total desarmonia com os outros quadros enviados para o concurso. Entretanto, quando se observava o quadro cuidadosamente, notava-se numa fenda da rocha inóspita, um ninho de pássaro. Ali, no meio do violento rugir da tempestade, estava sentada calmamente uma andorinha.
Ao reunir a sua corte, o rei elegeu esta segunda pintura como a que melhor expressava a ideia da perfeita paz. E explicou:

“Paz não é aquilo que encontramos num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho duro, mas o que permite manter a calma em nosso coração, mesmo no meio das situações mais adversas. Este é o seu verdadeiro e único significado”.

-História contada pela escritora venezuelana Dulce Rojas-

A paz vem de dentro para fora !

17/11/2008

Celebração


Funchal - 2002/03

“A vida deveria ser uma celebração contínua, um festival de luzes por todo o ano.
Só assim podemos desenvolver e florir.
Transformar pequenas coisas em celebração...
Tudo o que fazemos deveria expressar-nos a nós próprios; deveria ter a nossa assinatura.
Então a vida tornar-se-á uma celebração contínua.”

Osho

21/10/2008

O RIO E O OCEANO


Viagem Luanda-Mussulo 2005


"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,o longo caminho sinuoso
através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência. Podemos apenas ir em frente.
O rio precisa arriscar-se e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!”

Osho

29/08/2008

A gente vai continuar



Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

- Jorge Palma -