'Eu, sabendo que te amo
E como as coisas do amor são difíceis
Preparo em silêncio a mesa do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças.'
Nuno Júdice
8 comentários:
que pena as mãos não puderem tocar-se. é um agradável jogo de sedução, prazer, ternura, dança...
obrigada pela visita. eu volo!
um abraço
luísa
Vejo que já te rendeste a Júdice, tal como eu, talvez até antes de mim, não sei. A primeira vez que me "cruzei" com Júdice foi no Toque d'Alma, que também já conheces, e de imediato me conquistou...
Nem sempre um jogo é para perder ou ganhar...
LINDO este poema!
um beijo para ti, cá do Norte
Pin gente
O toque das mãos influencia o jogo que se quer isento e exacto.
Muito obrigada pela passagem.
Bjs daqui de longe
Natacha,
Cruzei-me há pouco tempo noutras paragens e também me rendi.
Os jogos perdem-se e ganham-se senão não seriam jogos.
Importa é saber perder para termos vitórias mais sábias.
Bjs
qur jogo cheio de magia e prazer
adorei ler
beijo
Obrigada por tão belos textos. Hoje sinto-me privilegiada:)
...Porque encontrei mais um espaço de alma...onde as palavras aqueçem...onde é um prazer estar.
Um beijo.
Carla,
São assim os jogos do amor.
Bjs daqui de longe
Navegadora,
O privilégio é meu por me teres lido.
Volta sempre.
Um beijo para ti daqui de longe
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